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II Epístola à Emília

Macapá, 25 de outubro de 2008. Oi Emília , Sábado, 8h. Acordei no horário de ir para a igreja nesta manhã, em casa todos já estavam arrumados, a última a sair foi minha irmã. Na verdade, sempre sou eu que saio por última de casa, mas quando levantei já era 8h30, então orei e depois me enrolei na toalha. Sempre que acordo pela manhã, bebo de 1 a 2 copos com água natural, sendo assim, bebi. Toda pessoa tem manias, cacoetes e hábitos - uma das manias que tenho é olhar debaixo da cama - pra ver se tem alguma coisa. Beber água ao acordar é um hábito. Quando fui executar este costume matinal, para minha surpresa, o gato de casa tinha tomado o mingau que mamãe havia posto sobre a mesa para eu tomar. Deixei o prato no mesmo lugar, resultado: fiquei sem café da manhã! Como de costume, aos sábados, Wenndel sempre vem me buscar para irmos à igreja juntos. Nesse dia íamos para a igreja do Embrapa. No relógio já era 9h, e nada dele chegar, acabei vestindo minha roupa. Senti vontade de ...

Epístola à Emília

Macapá, 23 de outubro de 2008. Estimada Emília, O começo. Sempre é mais difícil iniciar algo, não importa o que seja. Escrever uma carta também, mas isso depende para quem é destinada. No inicio podem até faltar palavras, porém, quando as palavras surgem - fluem como um manancial. Hoje, senti vontade de escrever para você, mas não tenho tema certo, queria falar sobre muitas coisas; sobre vida pessoal, meu pai - sobre ele daria para escrever um livro - no entanto, quero descrever a bonita tarde que veio nos deleitar. Enquanto escrevo esta carta, minha mãe - que adora conversar - fala comigo sobre a indecisão e receio que o César e a Eva tem na escolha dos seus candidatos para este 2º turno. Quem são eles? Pode ser a sua pergunta, só posso dizer resumidamente que são nossos amigos Adventistas do Sétimo Dia de longa data. Na conversa, estou a escrever a carta, mas mamãe continua a falar e eu, como uma boa ouvinte que sou me divido entre dá atenção à minha mãe e à carta. Ela t...

A viagem

Depois de dois anos, estou voltando à minha terra natal: Belém do Pará. Ansiedade, alívio, tristeza e saudades - são os sentimentos que perpassam meu coração. Nestas férias, irei resolver um problema referente a documentos - verei primos e amigos - eram os objetivos ao fazer a viagem mais monótona da minha vida. O Almirante corta as escuras águas da Amazônia. A paisagem é pintada pela densa vegetação e céu azulado com nódoas brancas - parecia algodão pregado na parede tingida de anil. Ao meu lado dormem o simpático casal britânico; que há 11 meses viaja por toda a América Latina, próximo das redes deles estão alguns peruanos que moram na Guiana Francesa. Durante a tarde, fiquei ouvindo a conversa do grupo, um dos peruanos se esforçava para fazer amizade com Katie e Peter, falava sobre o Brasil - que me causou grande aborrecimento - pois, reduziu o Brasil em carnaval e cachaça. Um garotinho de quatro anos equatoriano se apresentou como “tchatcho” e me acompanhou durante tod...

Conversa de peruano

Quando os vi, pensei que haviam clonado o Maradona. Os quatro peruanos que há anos moram na Guiana Francesa, estavam viajando de volta para o Peru - passar as férias, talvez. O mais jovem, parecia cheio de incertezas, com jeito de quem canta em bares nas noites. Tinha um que parecia ter saído dos anos 80 - deveria ser o corte de cabelo. O mais alto, fazia o estilo "Rambo" com pinta de Dom Ruan. E o último, parecia ter mais dinheiro que os outros e o pedantismo estampado no rosto. O que me incomodou nele (o último), não foi a "cara de velhaco" olhando pra mim - mas a falta de prudência. É pungente o sentimento de alguém com o orgulho ferido, e este alguém; sou eu. Vou lhe contar a razão. Este peruano, iniciou uma conversa com o casal de ingleses (que há 11 meses viajavam pela América Latina). Soltava algumas piadas que muito divertiam a sorridente inglesa - que falava espanhol melhor que seu parceiro. Entre tanta conversa, começaram a falar sobre o Brasil, o peru...

Tudo Misturado

ps: Este vídeo de 1' (min) foi produzido para a disciplina de Novas Tecnologias do curso de jornalismo que eu faço!

Cadeiras vermelhas

Não sei se já aconteceu com você, mas sabe quando está sentado no ônibus e aparece um velhinho ou uma mulher grávida. Então, você fica se perguntando, cedo ou não o meu lugar? Poxa, algumas crianças e adultos estão sentados nas cadeiras vermelhas (lugar de prioridade para deficientes, velhos e grávidas), será que vão se levantar? Será que alguém vai oferecer o assento antes de mim? Antes, de prontidão me levantava e cedia o meu lugar para um velho, ou uma grávida, ou uma mãe com criança no colo. Mas, agora, tenho meus questionamentos. As vezes me dá vontade de fazer que nem o garoto de uma história que ouvi: a senhora idosa chega delicadamente, e pergunta se ele poderia se levantar para que ela sentasse. O garoto muito sagaz responde, que não levantaria, pois velha como ela já estava, já havia sentado muito mais do que ele. Certa estudante me contou que uma senhora lhe abordou da mesma maneira, se levantou, desconsolada, para a velha sentar. A garota não estava nas cadeiras v...

Começar pequeno

Certa vez ouvi uma frase: "Pensar grande, começar pequeno", você já ouviu essa expressão? O fato curioso é como começar. Ainda na minha pré-adolescência, aos 12 anos, aproveitei minhas férias para fazer rosquinhas de coco e vender - durante uma semana lucrei cerca de R$ 50,00. Depois passei a ser baby-sitter, acostumada a ter sempre meu "dinheirinho" não hesitava aos pedidos dos pais. Na verdade, minha tarefa com as crianças era fazer companhia; incluía contar histórias antes de dormir, esconde-esconde e a melhor hora: o lanche! O tempo passou. Se você visse como estão crescidas as crianças, que nas horas noturnas fiz companhia. Já fui zeladora também, trabalho árduo e exaustivo, é difícil limpar a sujeira dos outros - principalmente os que não conhecem o lixeiro. Fiquei pouco tempo. A única coisa boa, foi porque trabalhei os bíceps e as costas, haja malhação! Aos 16 anos, com vontade de me aventurar e respirar novos ares, fui ser vendedora de livro...