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 Meu lar tem nome, não endereço 🤍

Love & açaí

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Balzaquiana sai do casulo

Balzaquiana. Deita-se em posição fetal no casulo da vida. Mesmo preferindo não se expor, sabe que não pode deter o desabrochar borboleta. Na pele, as marcas do que muito já guardou. Se lavar da maquiagem é fácil. Descansar a máscara social também. Mas despir a alma não é como jogar a roupa suja no cesto. Numa época em que o plástico é a roupa de muitos, uma foto em trajes de banho seria o auge da exposição. Não, não é. Difícil é tirar o tecido que cobre a vulnerabilidade do humano. Do sentir tanto. Sola, faço poses de Pinterest com vestido colado. O que se ajusta ao formato das minhas inseguranças. Fácil é postar foto em trajes de banho. Despir a alma, não é. Mas a Balzaquiana sabe que sempre chega o dia de sair do casulo. Sempre. Mais uma vez.

Lembrança Ensolarada

  Como eu queria descansar a vista na praia de água doce e rio verde. Mas agora só tenho a memória do lugar que um dia pisei que escorre como areia entre os dedos. Que bom ainda ter a foto onde estou encostada na parede com textura de palha para me fazer recordar que um dia estive lá. Parece distante, assim como a normalidade dos nossos dias, mas foi realidade. O registro me faz relembrar o quanto me sentia privilegiada de no paraíso me resguardar. O que tenho agora? Um céu no formato de janela. E a lembrança do passeio em dia nublado quando dentro de mim estava tudo ensolarado. Faça um favor a você e tome como lembrete, em dias nublados olhe para os seus registros ensolarados.  

Plano divino!

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Esperança

  Nem sempre teremos gargalhadas ao redor da mesa, nem balões coloridos, nem pores do sol sendo incríveis. Mas existirão dias quentes com chuva repentina como na Cidade das Mangueiras. Haverá um Arco-íris saindo de uma nuvem escura. Virá generosidade de quem nada se tem. Nem tudo está perdido. Vamos manter o sorriso. Não o que zomba. Porém, o que enternece. Aquece. Palavra vale ouro. Um sorriso vale prata no rosto de quem espalha otimismo – e não venha rotular de positividade tóxica. Eu chamo de esperança. Pra tornar tudo mais leve. Porque a vida ainda é bela.

Distante

Distante. Acordei me sentindo distante. O passado parece que não existiu. Rememoro os nomes dos novos amigos num esforço de não apagá-los da minha história. O peito aperta. O vácuo nas mensagens me faz pensar que estão muito ocupados com suas preocupações. Distante. Assim me sinto com quem me importo, os amigos antigos. Onde o maior contato é acompanhá-los por stories . A saudade aperta. A resignação me alerta. Passado se apagando. Distante. É a sensação que me assalta, quando um projeto futuro fica na espera por causa do que não está no meu controle. A distância me assola. Futuro desbotando. Distante. É como me sinto, distante das pessoas que gosto. De um sonho. Ainda bem que amanhã, ganharei outro presente. O presente. Quem sabe, ele venha com a minha gente. Que tanto amo.