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Tudo Misturado

ps: Este vídeo de 1' (min) foi produzido para a disciplina de Novas Tecnologias do curso de jornalismo que eu faço!

Cadeiras vermelhas

Não sei se já aconteceu com você, mas sabe quando está sentado no ônibus e aparece um velhinho ou uma mulher grávida. Então, você fica se perguntando, cedo ou não o meu lugar? Poxa, algumas crianças e adultos estão sentados nas cadeiras vermelhas (lugar de prioridade para deficientes, velhos e grávidas), será que vão se levantar? Será que alguém vai oferecer o assento antes de mim? Antes, de prontidão me levantava e cedia o meu lugar para um velho, ou uma grávida, ou uma mãe com criança no colo. Mas, agora, tenho meus questionamentos. As vezes me dá vontade de fazer que nem o garoto de uma história que ouvi: a senhora idosa chega delicadamente, e pergunta se ele poderia se levantar para que ela sentasse. O garoto muito sagaz responde, que não levantaria, pois velha como ela já estava, já havia sentado muito mais do que ele. Certa estudante me contou que uma senhora lhe abordou da mesma maneira, se levantou, desconsolada, para a velha sentar. A garota não estava nas cadeiras v...

Começar pequeno

Certa vez ouvi uma frase: "Pensar grande, começar pequeno", você já ouviu essa expressão? O fato curioso é como começar. Ainda na minha pré-adolescência, aos 12 anos, aproveitei minhas férias para fazer rosquinhas de coco e vender - durante uma semana lucrei cerca de R$ 50,00. Depois passei a ser baby-sitter, acostumada a ter sempre meu "dinheirinho" não hesitava aos pedidos dos pais. Na verdade, minha tarefa com as crianças era fazer companhia; incluía contar histórias antes de dormir, esconde-esconde e a melhor hora: o lanche! O tempo passou. Se você visse como estão crescidas as crianças, que nas horas noturnas fiz companhia. Já fui zeladora também, trabalho árduo e exaustivo, é difícil limpar a sujeira dos outros - principalmente os que não conhecem o lixeiro. Fiquei pouco tempo. A única coisa boa, foi porque trabalhei os bíceps e as costas, haja malhação! Aos 16 anos, com vontade de me aventurar e respirar novos ares, fui ser vendedora de livro...

Diploma pra quê?

Não lembro qual foi o dia, mas recordo muito bem o momento ímpar na minha vida - em que fui gentil e ao mesmo tempo injustiçada. A fila de espera era pequena, e ainda não passava das 12hpm. Quando vi uma senhora idosa aguardando a vez para fazer o pagamento da mensalidade de algum parente. Eram dois caixas, mas um estava fechado, portanto o atendimento era mais demorado. Percebi também uma mulher loira de testa larga e nada atraente, se movimentar rapidamente pela secretaria acadêmica e central de atendimento ao aluno. Não demorou muito para que a loira estivesse na fila, era a última. Na minha frente haviam duas pessoas, atrás estava uma garota e a senhora idosa, logo após, a loira. Não havia nenhum aviso entre tantos postos na parede, informando que os idosos, grávidas e deficientes, tem prioridade no atendimento. Mesmo assim, quando chegou a minha vez, olhei para a senhora que embora bem vestida, parecia cansada e lhe perguntei se gostaria de ser logo atendida - que...

Óleo de Lorenzo

MILLER, George. Lorenzo’s Oil. EUA, 1992. O diretor do filme Óleo de Lorenzo , George Miller, nasceu no dia 03 de março de 1945, na Austrália. Um dos seus filmes mais recentes é Happy Feet (O Pingüim – 2006). Atua também como roteirista, produtor e ator. Melancolia, esperança e agonia, palavras que se combinam ao expressar os sentimentos apresentados pela obra cinematográfica, Óleo de Lorenzo. O autor George Miller poderia ter realizado o filme num pano de fundo mais pitoresco e alegre. Muitos podem até fazer tal exclamação – como pode ser tão triste esse filme? Entretanto, o autor apresentou fatos, e nesses fatos, conflitos entre os conhecimentos divergentes. O Óleo de Lorenzo é a história real de Michaela Odone e Augusto Odone, que lutam para salvar a vida do filho, Lorenzo. A criança aos cinco anos começa a sofrer uma doença incurável e degenerativa, chamada de adrenoleucodistrofia (ALD). Uma história de superação e fé. Milagres, seria essa a palavra chave que poderia ser...

O trapiche

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"Embarca morena, embarca, molha o pé, mas não molha a meia. Viemos de nossa terra, fazer barulho em terra alheia…” Era o refrão que a pequena menina morena cor de jambo , cantava sentada no trapiche. Todas as manhãs quando seus tios saiam para o trabalho, eis que a mocinha franzina passava suas horas matinais a brincar no terreiro. Um dia ficava a falar sozinha sobre coisas infantis. No outro dia, fazia comidinha para os seus convidados imaginários, brincava de casinha com as primas, e dia a pós dia fazia travessuras de criança… Quando não havia nada para fazer, quando tudo parecia tão quieto. A menina corria para o seu trapiche amigo. A frente da casa de sua avó, eis que todos os dias descansava o rio Jacarezinho, e por baixo do trapiche escorria um estreito Igarapé . Embalada pelo som das águas, a menina começava a cantar: ” embarca morena, embarca. Molha o pé, mas não molha a meia. Viemos de nossa terra, fazer barulho em terra alheia…”, e assim a canção era emendada ...

Educação para toda a vida!

Ainda lembro quando tinha meus cinco anos. O cheiro da primeira cartilha de ABC e a ansiedade por querer saber o sabor das palavras, que era melhor do que qualquer sopa de letrinhas . Minhas primas mais velhas se exibindo, orgulhosas, porque tinham seu material escolar, uniforme e iriam para a escola. Quando chegava a hora, tomavam a bênção dos mais velhos e corriam para a canoa, remando em direção à Escola de Ensino Fundamental São Benedito, na Vila dos Dias, interior de Breves. No trapiche , aguardava a volta delas, pronta para ouvir o que havia acontecido na escola – o que comiam na merenda, se a professora era brava e quais eram as brincadeiras. Enquanto isso aguardava o dia em que também iria para a escola. Agora, cá estou falando para você sobre algo que é fundamental para a formação de todos – a educação. De acordo com a Constituição Federal, educação é direito de todos e dever do Estado e da família, ou seja, elemento de suma importância para o desenvolvimento da pessoa....